Edmundo Souza/Divulgação/UOL
Depois de aproximadamente 12 anos fechado, o Centro Administrativo do Distrito Federal-CAD começou finalmente a cumprir a finalidade para a qual foi construído. A governadora Celina Leão iniciou a ocupação do complexo, localizado em Taguatinga, com a promessa de reduzir gastos e destinar mais recursos para áreas essenciais.
A medida poderá gerar uma economia próxima de R$ 1 bilhão ao longo de cinco anos. Atualmente, o Governo do Distrito Federal gasta milhões de reais todos os anos com aluguéis de imóveis utilizados por secretarias e outros órgãos públicos.
Com a transferência para o Centro Administrativo, parte desses contratos poderá ser encerrada gradualmente. Segundo a projeção apresentada pelo governo, a economia pode chegar a R$ 168 milhões por ano.
Dinheiro poderá reforçar a saúde, a educação e a segurança
Celina Leão afirmou que os recursos economizados poderão fortalecer políticas públicas essenciais para a população do Distrito Federal.
Na saúde, o dinheiro poderá contribuir para melhorar hospitais, ampliar atendimentos, comprar medicamentos e contratar novos profissionais.
Na educação, os recursos poderão ajudar na reforma de escolas, aquisição de equipamentos e ampliação do quadro de professores e servidores.
Na segurança pública, a economia poderá colaborar com a contratação de novos policiais e bombeiros, a compra de viaturas e equipamentos e o fortalecimento das ações de combate à criminalidade.
A destinação dos valores dependerá do planejamento orçamentário do governo. Mesmo assim, a redução dos gastos com aluguéis abre espaço para novos investimentos nas áreas que mais afetam a vida da população.
Primeiras secretarias começam a mudança
A ocupação será realizada em etapas. Neste primeiro momento, aproximadamente 30% do Centro Administrativo será utilizado por seis secretarias.
A Secretaria de Obras iniciou a mudança. Outros órgãos deverão ser transferidos gradualmente, conforme os espaços forem liberados e preparados.
O governo também informou que não houve compra de móveis novos para a primeira fase. As secretarias utilizarão os equipamentos que já possuem, evitando novas despesas durante a transferência.
Órgãos gastaram milhões com aluguéis
Em 2024, algumas das maiores despesas com locações foram registradas pelos seguintes órgãos:
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Secretaria de Educação: R$ 25,5 milhões
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Secretaria de Saúde: R$ 20,6 milhões
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Secretaria de Justiça e Cidadania: R$ 10,4 milhões
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Secretaria de Economia: R$ 10,3 milhões
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Secretaria de Desenvolvimento Social: R$ 7 milhões
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Defensoria Pública: R$ 6,2 milhões
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Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação: R$ 6 milhões
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Secretaria de Desenvolvimento Econômico: R$ 5,8 milhões
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Polícia Militar do Distrito Federal: R$ 5,4 milhões
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Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores: R$ 4 milhões
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Secretaria de Esporte e Lazer – R$ 3.628.299,00
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Iprev-DF – R$ 3.617.189,28
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Brasília Ambiental (Ibram) – R$ 3.609.780,60
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Secretaria de Transporte e Mobilidade – R$ 3.184.088,28
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SLU – R$ 3.093.287,52
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Detran-DF – R$ 2.949.089,28
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Secretaria de Segurança Pública – R$ 2.769.617,52
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DF Legal – R$ 2.616.000,00
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Secretaria da Mulher – R$ 2.375.326,32
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Secretaria de Turismo – R$ 2.337.126,60
Os 20 órgãos presentes no levantamento apresentado acumulavam aproximadamente R$ 132 milhões em despesas anuais com locações.
A economia total dependerá de quais órgãos serão transferidos, dos contratos que poderão ser encerrados e do ritmo da ocupação integral do complexo.
Estrutura permaneceu fechada por mais de uma década
O Centro Administrativo foi concluído em 2014, mas enfrentou entraves jurídicos e contratuais que impediram sua utilização efetiva.
Enquanto a estrutura permanecia vazia, o governo continuava pagando pelo aluguel de prédios utilizados por diferentes órgãos públicos.
A decisão de ocupar o espaço encerra uma espera de mais de uma década e abre caminho para uma reorganização da administração pública do DF.
Com as secretarias reunidas em um único complexo, o governo também espera facilitar a comunicação entre os órgãos, melhorar o atendimento à população e movimentar a economia de Taguatinga e das cidades próximas.
A ocupação do Centro Administrativo transforma um prédio que permaneceu parado durante anos em uma oportunidade concreta de reduzir despesas. Se a projeção apresentada for confirmada, o Distrito Federal poderá economizar cerca de R$ 1 bilhão em cinco anos, liberando recursos para serviços que chegam diretamente à população.
Fonte: https://www.bombeirosdf.com.br/2026/09/celina-age-corta-gastos-e-pode-garantir.html